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Era Vargas
 
A Era Vargas é o período em que Getúlio se manteve no poder, o que corresponde a 15 anos da história política do Brasil (1930 a 1945). A posse de Vargas se deu por meio da Junta Militar, que formou o Governo Provisório, em que destituía o paulista Júlio Prestes da presidência do Brasil. O presidente Getúlio Dorneles Vargas trouxe inúmeras melhorias para o país, além de cair no gosto popular. Praticava o populismo: apoio do povo no exercício político.

getulio-vargas-leis-trabalhistasCriou os Ministério do Trabalho, Indústria  e Comércio; e o Ministério da Educação e Saúde. De mesma sorte, Vargas modificou as leis trabalhistas e estabeleceu a Lei da Sindicalização; dessa forma, aproximou o povo ao presidente. As mudanças na legislação do trabalho perduram até hoje, graças a equipe do chefe do estado.

Em 1931, o presidente militar acabou com a Carta Magna brasileira. Atitude essa, que causou alvoroços na população, principalmente na elite cafeeira. Houve o intento de revoluções pelo Brasil, uma vez que os paulistas queriam de volta a constituição. Os paulistas agitaram a chamada Revolução de 1932, a qual usava o seguinte slogan: “Abaixo a dictadura” - revolta contra o governo getulista; porém, Getúlio conseguiu reter a manifestação e aprovou a nova Constituição de 1934.

Então, Getúlio Vargas convoca Assembleia em 1933 e, além disso, traz novidades como o voto secreto, ensino primário obrigatório, o voto feminino e as inovações das leis trabalhistas. Ainda que a nova lei outorgasse as eleições presidenciais por meio de voto indireto, Vargas já havia conquistado o povo; por isso, foi eleito presidente do Brasil.

Nesse tempo, criaram-se duas frentes políticas: o partido de esquerda era representado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), financiada pela ditadura comunista da União Soviética e liderada por Luís Carlos e Olga Prestes, precursores da Intentona Comunista. E a direita era liderada por Plínio Salgado, Aliança Integralista Brasileira (AIB), que defendia o totalitarismo – doutrina conservadora.

Aprovada a Constituição de 1934, acalmou os ânimos paulistas, mas os mineiros não se contentaram e decidiram se revoltar contra o governo em 1935. O estado de Minas Gerais conseguiu apoio de Acre, Amapá e Roraima, total de 300 soldados. Com o domínio sobre a guarda nacional, instituiu-se a Constituição Mineira. O estado do Acre rompeu com Minas Gerais e, em 1936, a revolta foi desfeita.

No mesmo ano da Revolta Mineira (1935), houve uma conspiração contra o governo de Getúlio, considerado autoritário. A revolta dos comunistas, chamada de Intentora Comunista, tinha como líder o capitão do Exército Brasileiro, Luís Carlos Prestes; entretanto, foi contida facilmente por Vargas. Por outro lado, a direita integralista prepararam um plano nomeado de Plano Cohen, uma estratégia forjada para simular uma revolução comunista no país. Possivelmente, uma jogada política para manter Vargas no poder.

Getúlio Dorneles Vargas derrubou a Constituição de 1934 e implantou o Estado Novo. Com valores autoritários e centralizadores, típicos de um ditador, ele fechou o Congresso Nacional e criou um Tribunal de Segurança Nacional. Vargas utilizou a propaganda para promover sua imagem. Foi intitulado como “Pai dos pobres” e o “Salvador da pátria”.

No período da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos pressionaram o Brasil, porque se mostrava neutro. Frank Delano Roosevelt ameaçou invadir o nordeste brasileiro; Vargas decidiu atacar todos os navios alemães e italianos que estivesse à vista dos aviões brasileiros.  O Brasil acabou declarando guerra contra os nazistas e fascistas.

Em 29 de outubro de 1945, houve um golpe militar que depôs Getúlio Vargas. O agora ex-presidente foi exilado para sua terra natal, São Borja, no Rio Grande do Sul. Tornou-se senador no mesmo ano, sendo o mais votado de sua região.  Getúlio, logo mais, em 1951, volta à Presidência do Brasil, dessa vez, segundo ele, “Nos braços do povo”.

petroleo-petrobras-empresa-estatal.jpgVargas criou as empresas estatais como Petrobras e Eletrobrás, o que contribuiu para a economia do país, além do desenvolvimento industrial. Getúlio foi um dos presidentes com maior popularidade na história do Brasil. Suicidou-se em 1954 e deixou uma carta testamento que, no final, deixa a célebre frase: “...serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.”.
 
 
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