Capitanias Hereditárias Brasil ColôniaO Brasil passou por algumas etapas antes de chegar a ser república. Tudo começou com o Brasil colônia, no século XVI, quando os portugueses e espanhóis dividiram o país: a parte oeste ficou com a Espanha e o leste e parte do litoral, com a Portugal. A terra foi dividida em 15 capitanias, cada qual com seu donatário, a pessoa que governaria o lote.

A segunda fase política no Brasil se deu com a Proclamação da Independência, no dia 07 de setembro de 1822, após o suposto grito da Independência, às margens do rio Ipiranga. Adotou-se o regime parlamentarista, em que o imperador era autoridade máxima: Dom Pedro I e Dom Pedro de Alcântara ou D. Pedro II.

No ano de 1889, o Brasil império mudava seus rumos. A república chegaria e acabaria com o poder do imperador, por intermédio de um golpe militar que destronou Dom Pedro II. Os brasileiros não aceitavam o fato do imperador não possuir herdeiros do sexo masculino. A rainha Isabel de Bragança seria sua sucessora; no entanto, ela era casada com o conde francês Gastão de Orléans, o conde d'Eu, o que gerou temor de ser governado por um estrangeiro.

Proclamada a república, em 15 de novembro de 1889, o país foi liderado por dois militares do Exército Brasileiro: o Marechal Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente; e Floriano Peixoto, o “Marechal de Ferro” - alcunha recebida por ser ditador.

Os militares perderam o posto a partir de 1894, quando um civil foi eleito Presidente do Brasil, Prudente de Morais, abriu portas para a República Oligárquica: domínio dos barões de Minas e São Paulo, início da política café com leite. Esse período perdurou até 1930, quando houve o golpe militar que empossou Getúlio Vargas.

Vargas governou o Brasil num período equivalente a 15 anos (1930 – 1945). Foi deposto em 1945, após um golpe militar. Voltou ao poder, em 1951; no entanto, os militares tomaram conta do país a partir de 1964, derrubaram o presidente João Goulart. Um novo sistema político vigoraria, a Ditadura Militar. O fim da era ditatorial, foi a gênese da República Nova.

O país, no início, passava por um bom período, diga-se de passagem, com altas taxas de crescimento econômico. Porém, aos poucos, o Brasil foi se desestabilizando e a necessidade de um governo democrático surgiu, a passos de tartaruga. A partir de 1976, o General Ernesto Geisel, cedeu algumas liberdades ao povo – que, até então, vivia opressão pelo regime totalitário.

Na época, existiam dois partidos políticos: o ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido dos militares e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), a oposição. O presidente João Figueiredo, eleito em 1979, prometeu devolver ao país o regime democrático. O Partido do Movimento Democrático Brasileiro fez várias pressões e, em 1984, houve o movimento “Diretas Já”.

O “Diretas Já” reivindicava que as eleições presidenciais fossem por meio do voto direto e sem intervenções militares no processo. Foi então que em 1984, ocorreram as eleições e o PMDB lançou o candidato Tancredo Neves, vencedor e quase 31º Presidente da República, não fosse seu falecimento antes da posse.

Diretas Já Voto LivreJosé Ribamar Sarney de Araújo Costa era vice-presidente do Brasil e assumiu o cargo de chefe de estado. O Brasil se encontrava desestabilizado e o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, lança um novo plano econômico, nomeado de Plano Cruzado. Políticas de congelamento de preços e tentativas da queda da inflação foram estabelecidas no governo Sarney. Criou o Plano Cruzado 2, mas não foi o suficiente. Em 1987, o governo declarou moratória – cessou-se o pagamento da dívida externa.

Finalmente, a Nova República chegou, de fato. Estabeleceu-se, em 1988, uma Constituição Federal, totalmente democrática. A partir daí, o Brasil começou a viver, verdadeiramente, uma democracia, em que do povo emana o poder de governar o país, segundo a escolha de seus representantes. Embora existam críticas em relação a isso, é uma vitória para o povo brasileiro.

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